Cerca de 2,2 milhões de brasileiros que entregaram a declaração do Imposto de Renda 2026 dentro do prazo acabaram caindo na temida malha fina. O número representa 5% do total de 44,4 milhões de declarações recebidas pela Receita Federal até o fim do prazo, em 29 de maio.
O percentual, embora expressivo, está dentro do padrão dos últimos anos, segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos da Fonseca. Ele explicou que 2026 foi um ano de adaptação, com o fim da Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte) e a migração para novas bases de dados como o eSocial e a DCTFWeb.
Essa mudança gerou divergências nas informações prestadas pelas empresas. Muitos contribuintes receberam a declaração pré-preenchida com dados errados, o que aumentou as retenções em malha no início do período. Felizmente, com as correções feitas ao longo do prazo, o índice se equilibrou.
Se você caiu na malha fina, o primeiro passo é acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) no site da Receita Federal. Basta entrar com sua conta gov.br nos níveis prata ou ouro, buscar por "declarações e demonstrativos" e depois clicar em "Meu Imposto de Renda".
Lá, a própria Receita informa qual é a divergência encontrada. Se o erro foi seu — um valor informado incorretamente, por exemplo — basta enviar uma declaração retificadora para corrigir e sair da malha. Se o erro foi da empresa em que você trabalha, é preciso aguardar que ela corrija os dados enviados ao Fisco.
Segundo a Receita, cerca de 80% dos casos costumam ser resolvidos até o fim do ano. Se a empresa não corrigir a informação, o contribuinte pode anexar os próprios comprovantes a partir de janeiro de 2027 pelo e-CAC. O importante é não ignorar a notificação — quanto antes você agir, mais rápido regulariza sua situação e recebe a restituição a que tem direito.
Fonte: G1 Economia
Foto: Tara Winstead via Pexels