A taxa de desemprego no Brasil fechou o trimestre até abril em 5,8%, o menor nível já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, segundo o IBGE. O resultado representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

O país tem atualmente 6,3 milhões de pessoas desempregadas, número 11,3% menor do que em 2025 — o equivalente a 809 mil pessoas a menos em busca de trabalho. A população ocupada soma 102,3 milhões de brasileiros, com crescimento de 1,1% na comparação anual.

Para o trabalhador, os números são animadores, mas é importante entender o cenário completo. O rendimento médio real subiu 5,3% em um ano, chegando a R$ 3.732. A massa total de rendimentos atingiu R$ 377 bilhões, alta de 6,5% frente ao ano anterior.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora do IBGE, o mercado de trabalho segue sustentado mesmo com a taxa de juros (Selic) em 14,5% ao ano. A demanda por trabalhadores está espalhada por diferentes setores, desde tecnologia até serviços e administração pública, o que ajuda a manter a ocupação aquecida.

A informalidade também caiu, para 37,2% da população ocupada (38,1 milhões de trabalhadores). E o número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — recuou 15,3% em um ano, sinal de que mais brasileiros estão conseguindo voltar ao mercado.

Fonte: G1

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